Dicas de filmes que ensinam

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Alguns filmes ensinam pessoas que querem reforçar ainda mais os seus estudos.

Sem sombra de dúvidas, os filmes têm o poder de arrebanhar um contingente impressionante de expectadores, diferentemente de qualquer outra arte.



E essa associação com o ensino pode trazer excelentes frutos, na medida em que associa dois sentidos, a visão e a audição.

Pode ser sobre história, literatura, física, biologia, não importa! O cinema, desde que reduzidos à sua capacidade, sempre terá o poder de oferecer o conteúdo dos livros didáticos, de forma mais palatável e divertida, ao unir o entretenimento com a educação.

Segue, abaixo, uma lista especialmente dedicada aos interessados em aprender com filmes, e para alunos de todos os níveis escolares que queiram reforçar ainda mais os seus estudos.



– Adeus Lênin:

Um marco do cinema e da cultura alemã, do ano de 2003, dirigido pelo alemão Wolfgang Necker, conta a história de um filho que às voltas com sua mãe que sofre um ataque cardíaco e está em coma, e por isso não presencia a queda do muro de Berlin e a queda do regime soviético; a qual era ferrenha defensora, resolve criar uma verdadeira encenação para que ela, ao acordar, ainda ache que vive sobre o regime soviético.

Melhor Filme Europeu, Prêmio Goya de Melhor filme Europeu, Prêmio Bondil de Melhor Filme Não-Americano, entre outros.

– O Nome da Rosa (1986):

Uma obra de arte inspirada no clássico do escritor italiano Umberto Eco, e dirigido pelo francês Jacques Annaud, nos insere na vida do frade franciscano Guilherme de Baskerville e seu companheiro Adson Von Melke, que recebem a incumbência de desvendar uma série de crimes misteriosos que ocorrem no interior da abadia.

Um exemplo de como aprender com filmes, cujo destaque é a impressionante reconstrução da realidade da vida medieval europeia do século XIV.

– Saul:

Ao perceber o corpo de um garoto cruelmente assassinado, busca recuperar o corpo do menino a fim de promover um enterro digno para ele.

A beleza do filme está na força e realismo com que os horrores dos campos de concentração são expostos.

Dirigido pelo húngaro de 39 anos, Lásló Nemes, é considerado um clássico do cinema, e um dos melhores filmes dos últimos anos; agraciado, inclusive, com o Oscar de melhor filme estrangeiro em 2016.

– 12 anos de escravidão:

Sucesso nos cinemas, trata-se da realidade da escravidão americana no séc. XIX. Salomon Northup, é um negro vendido como escravo em Louisiana, mesmo tento nascido livre.

Seu destino passa a ser trabalhar duro por 12 anos, da forma mais precária possível.

O mérito do filme é retratá-lo como o uma verdadeira aula de cultura, a realidade dos Estados Unidos do séc. XIX, que via-se às voltas com distúrbios racistas causados pelos estados do sul e os do norte do país.

– A separação:

Filme agraciado como o Urso de Ouro do Festival de Berlin (2010) e o Oscar de melhor filme estrangeiro (2012).

Nader (Peyman Moaadi ) e Simim (Leila Hatami) terminam separando-se pelo motivo de que Simim sempre cativou o desejo de deixar o Irã, a fim de alcançar o tão sonhado êxito profissional.

A partir daí, questões religiosas e da sociedade passam a analisar essa nova situação de uma mulher que abandona o marido e deste que se vê sozinho, indo de encontro às tradições do local.

O grande mérito do filme é ter sido alheio a discussões políticas e religiosas, preferindo enveredar pelos símbolos ocasionados por essa separação de um casal em pleo Irã.

– Coração Valente:

Uma das melhores formas de se aprender com filmes, esse longa de 1995, estrelado por Mel Gibson, mostra, como poucos, a realidade militar e as formas de combate na Escócia, ou mais precisamente, no Reino Unido em fins do período medieval.

Sob o jugo do rei Eduardo I, surge a figura de William Wallace, o guerreiro mais famosos de todos os tempos na região da Escócia, por ser o principal responsável pela independência da cultura, da política e da economia do país.

– A garota dinamarquesa:

Mais que levantar bandeiras a respeito da condição dos transgêneros, e criar polêmica através de discursos inflamados e violência, é um dos melhores exemplos de como aprender com filmes. Dirigido pelo inglês Thomas George Hooper, nos trás a história de Einar Wegener (Eddie Redmayne), um famoso pintor, casado com a também pintora (Gerda) Alícia Wikander, que tem como base o conflito de um homem que de repente descobre-se mulher.

É baseado na história real de Lili Elbe, no século 20, que foi o primeiro indivíduo a passar por uma cirurgia de troca de sexo.

Por Vivaldo Pereira da Silva



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