Melhores Universidades Brasileiras 2020 – Ranking THE

Confira aqui as melhores universidades brasileiras no Ranking THE 2020.

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade de São Paulo (USP) apresentaram evolução em suas posições no Times Higher Education, um dos principais rankings universitários em escala mundial. Ainda assim o Brasil não figura entre as 200 melhores instituições, tendo inclusive ficado abaixo do grupo das mil melhores.

A USP, que apresenta melhor colocação, subiu de posição, do bloco 251-300 para o bloco 201-250. A Unicamp, que vem a seguir, subiu do bloco 501-600 para 401-500. Já sobre as demais instituições universitárias brasileiras não houve alteração de posições em comparação com a edição anterior do ranking. Vale lembrar que a partir da posição 200, a colocação de cada instituição é realizada em grupos. As novidades no ranking, em relação às instituições brasileiras, foram as entradas nos grupos de classificação, de outras 6 universidades. Sendo que apenas a Universidade Federal de Sergipe (UFS) está posicionada no top 10 das instituições brasileiras.

As demais, foram posicionadas na faixa das 1001+, sendo elas a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Universidade Federal do Piauí (UFPI) e (Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Nesta edição do ranking foram analisadas 1.527 universidades de 93 países e regiões em âmbito mundial, contra 1.396 instituições de 92 países na edição anterior. Os principais critérios utilizados nas avaliações são:

  • Ensino;

  • Pesquisa;

  • Citações;

  • Visão internacional;

  • Transferência de conhecimento para indústria.

Representação brasileira no ranking

O Brasil é o 6° país com maior representação no ranking do Times Higher Education, se posicionando à frente de Itália e Espanha, por exemplo. Mesmo assim esses países possuem instituições que estão classificadas em posições bem mais altas que as brasileiras.

A melhor instituição espanhola classificada é a Universidade Pompeu Fabra, em 152° lugar, enquanto a Universidade de Bolonha, melhor instituição italiana, figura no 167ª. Do total de instituições brasileiras que compõem o ranking, 35 são universidades federais, 11 estaduais e 6 particulares. O Times Higher Education divulgou, em julho deste ano, uma publicação bem específica sobre o ranking para a América Latina, onde a Pontifícia Universidade Católica do Chile (PUC-Chile) foi classificada a frente de USP e Unicamp, porém, no cenário mundial a instituição chilena aparece atrás das duas brasileiras, no grupo 501-600. Isso ocorre devido às diferentes pesos considerados no ranking para critérios semelhantes.

As melhores instituições do mundo

Apesar de dominar a lista do top 10 mundial, os Estados Unidos não estão no topo do ranking, que é encabeçado pelo Reino Unido, com a universidade de Oxford, seguida por Universidade Stanford, no segundo lugar, Universidade Harvard, no terceiro e Instituto de Tecnologia da Califórnia, em quarto. Considerando as 200 melhores posições do ranking, os Estados Unidos possuem 59 instituições classificadas, Reino Unido 29 e Alemanha 21.

Desde que passou a adotar a atual metodologia, em 2011, o ranking deste ano foi o primeiro a contar com uma instituição asiática no top 20. O 20° lugar é ocupado pela Universidade Tsinghua, da China. Esta classificação marca uma importante quebra no domínio das universidades ocidentais, o que é reforçado também pela presença de 6 instituições no top 100, ao contrário das 3 instituições que ocupavam este lugar na edição anterior do ranking. As universidades de Peking, Fudan, de Ciência e Tecnologia da China, Zhejiang e Shanghai Jiao Tong ocupam respectivamente as posições 23, 70, 87, 94 e 100 no ranking do THE. A Ásia conta ao todo com 6 universidades no ranking, maior número de instituições desta região desde que o ranking foi criado.

Como curiosidade, não foi disponibilizada uma análise específica do Brasil ou da América Latina na atual edição do ranking. E sem especificações sobre as intituições nacionais, torna-se complicada uma análise mais aprofundada.

Luis Fernando Bernardo

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