Vestibular Unicamp 2019 – Vagas por Cotas Raciais

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Implementação das cotas já foi aprovada pelo Conselho da Universidade mas depende da aprovação por outros órgãos.



A partir do ano de 2018 a Universidade Estadual de Campinas, a conhecida e renomada Unicamp, passará a adotar e praticar o sistema de cotas raciais (para pardos, pretos e indígenas) em seus cursos de graduação. Dessa forma, com a confirmação dessa implementação, o vestibular de 2019 já será com o sistema de contas.

Na realidade, a implantação da política de cotas raciais foi aprovada por unanimidade pelo Conselho da Universidade e terá que passar por outros órgãos até que seja finalmente aprovada. Contudo, a adoção desse sistema já é uma necessidade da instituição, de forma que tudo leva a crer que ela será aprovada e autorizada para então ser criado um Grupo de Trabalho que se encarregará de realizar pesquisas, projetos e a proposta para a sua implementação, o que deve acontecer de maneira gradativa para que no vestibular de 2019 as cotas já sejam uma realidade na Unicamp.

A criação de um GT que deve propor audiências públicas, debates e palestras sobre o tema nas unidades que pertencem a Unicamp foi um dos motivos que ocasionou a maior greve de estudantes da Unicamp, que ocorreu em 2016.

A proposta de adoção de uma política de cotas étnico-raciais na Universidade surgiu no ano de 2016, que em audiências públicas explanou o tema, de modo que se originou aí a proposta aprovada nesta última semana do mês de maio.



Por meio de pesquisas realizadas por profissionais que atuam na instituição, verificou-se que o número de aprovados negros é muito baixa e que apenas as cotas para estudantes da rede pública de ensino não são suficientes. Desse modo, a conclusão inicial é de que existe a necessidade de um programa que contemple as raças.

Além do sistema de cotas, a Unicamp pretende adotar outros programas para a promoção de um ensino superior de mais qualidade, inclusive programas que combatam o preconceito dentro na universidade, em todas as suas formas. Já que na Universidade já ocorreram problemas de desordem, pichações e perseguições contra alunos cotistas.

Contudo, a ideia principal é de que a partir de agora um trabalho sério seja realizado no sentido de evitar qualquer tipo de manifestação de preconceito e levar os estudantes a uma conscientização sobre o tema, para que a Unicamp, assim como todos os seus alunos, progridam quanto estudantes e cidadãos.

Sirlene Montes



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